sábado, 28 de setembro de 2013

De aço não sou, concreto não serei

Brilham as luzes da cidade
e o concreto lá em baixo
parece silencioso
inofensivo
inocente
assim como as luzes
que chamam meus olhos em silêncio
me calo e escuto
o silêncio da noite
que mais me parece uma melodia
que acalma meus ouvidos cansados
dos gritos do concreto lá de baixo
fecho meus olhos também cansados
das luzes que piscam
quando estou lá em baixo
e adormeço meu espírito por uma noite
pra ver, enfim,
o sol ofuscar
todas as luzes da cidade de concreto

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