quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não importa o quão rude ou cruel você seja comigo agora, eu prometo sempre lembrar das coisas boas que você já fez por mim.
Eu vou manter em mente os nossos bons momentos juntos.
Eu nunca vou me esquecer de suas qualidades e da pessoa maravilhosa que você é.
O Deus que habita em mim para sempre saudará o Deus que habita em você - Namastê.
O mundo quer que eu te odeie, eu continuarei te amando. Quer que eu te julgue, que eu te amaldiçoe. Eu continuarei te bem querendo, te bem dizendo. Eu vou mandar luz pra você toda vez que você passar pela minha mente. E quando me perguntarem sobre você, meus olhos se encherão de brilho e encherei minha boca pra falar de suas mais belas qualidades e do quão maravilhoso você é.
Eu não vou procurar ou apontar suas falhas e eu jamais me arrependerei de qualquer coisa boa que eu já tenha feito por você. Eu nunca me arrependerei dos nossos momentos juntos.
Eu posso nunca mais ter nenhum tipo de contato mundano com você, mas se tivermos, prometo ser respeitosa e paciente. Faço isso pelo nosso bem.
Espiritualmente te libertarei e assim serei livre também.
Com as águas do mar lavarei de minha garganta o seu nome e do meu espírito qualquer mau que meu ego queira te causar.
Faço isso por que te amo e pra sempre vou te amar.
Faço isso por que eu sou você e você sou eu. Somos um só e eu jamais serei capaz de te odiar.
Me liberto das saudades, mas ainda te saúdo, por que agora, somos Deuses de nós mesmos.

"Sinto muito. Me perdoa. Te agradeço. Eu te amo."

sábado, 22 de fevereiro de 2014

De quando a gente deita pra dormir

Os ventos do leste do esquecimento
Já tão adormecidos em suas memórias
E oblivitudes
Despertaram e num sopro resolveram voltar
Um sopro, um ronco, um espreguicamento, e veio rodopiando para cá em formato de furacão
Meio torto pra lá meio torto pra cá girando e gritando sem encontrar o seu lugar, meio aqui e meio lá como que querendo também voltar pra onde vinha de acordar . Os ventos nervosos antes adormecidos e talvez tão nervosos assim só por que alguém os acordou tocaram as folhas da árvore que se repousava e estas plainAram suavemente pelo ar ignorando toda a força do vento das memórias como se não fora ele que as havia despertado, mas reconhecendo que elas se desprenderam sozinhas assim como quem abre os olhos naturalmente com o despertar do dia
Palavras. Conjuntos de letras, de sons. Fazem mais sentido quando acompanhadas de outras delas que viram frases: mais letras, mais sons. No papel são desenho, na voz, música. Na mente, abstratas ou decodificadas, sentimento, reflexão. Algumas talvez vazias que quase buscam apenas substituir o silêncio. Como se esse fosse vazio... São  desenhos, sons, combinações invisíveis ou decodificadas que podem causar nojo, medo, encanto, ou paixão, ou qualquer tipo de sentimento, ideia ou reação tanto quanto ou mais que qualquer coisa mais concreta que posso ver ou tocar. E quem disse que o que vejo e toco é menos ilusório do que aquilo que acredito dizer ou escutar? Já faz algum tempo que aprecio o silêncio, mas as palavras também tem o seu lugar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Biografia

Não me estranhe doutor
É que de um lado sou nordestina
e do outro imigrante
italiano trabalhador
E do meu pai herdei os olhos
mas o olhar é do avô
Se tenho a pele amarelada
é de tanto comer pequi
Que minha tia montesclarense
trouxe lá do Piauí
E essa mania de poesia
é do bisavô que nem conheci
Se tenho as pernas grossas é por que
minha família rodou muito esse Brasil
Passou pelo Rio de Janeiro, Espirito Santo
e lugares que você nunca ouviu
O meu sobrenome veio de Portugal
junto com o bacalhau
mas essa fome de mundo
eu não sei daonde vem
Alguns voltaram pro estrangeiro
e eu fui também
Por que o meu sangue é mestiço
e fronteira alguma me retém
Então não me estranhe, doutor
Por que meu destino ninguém me diz
Do meu pai herdei os olhos
Mas sou dona do meu nariz

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

vadia
vá dia
vá de dia
por que a noite chegou
com segredos que não cabem
na sua saia curta
não saia
não curta
VADIA