sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lavei a roupa suja
E ainda fiz poesia
Botei pra secar com a lua
Por que não quis esperar o dia

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O tempo e a distância assustam
Assusta a distância de um tempo pro outro
O que assusta é sentir o tempo passar e a distância diminuir
Assusta chegar, e portanto partir...
Assusta despedir do que fora apresentado
E reencontrar o que agora parece passado
Logo ontem era verão, e já vi tantos verões...
Mas nem percebi o passar das estações
Tudo parou no tempo
E eu pareço sempre estar de partida
Assusta o encontro e assusta a despedida

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não importa o quão rude ou cruel você seja comigo agora, eu prometo sempre lembrar das coisas boas que você já fez por mim.
Eu vou manter em mente os nossos bons momentos juntos.
Eu nunca vou me esquecer de suas qualidades e da pessoa maravilhosa que você é.
O Deus que habita em mim para sempre saudará o Deus que habita em você - Namastê.
O mundo quer que eu te odeie, eu continuarei te amando. Quer que eu te julgue, que eu te amaldiçoe. Eu continuarei te bem querendo, te bem dizendo. Eu vou mandar luz pra você toda vez que você passar pela minha mente. E quando me perguntarem sobre você, meus olhos se encherão de brilho e encherei minha boca pra falar de suas mais belas qualidades e do quão maravilhoso você é.
Eu não vou procurar ou apontar suas falhas e eu jamais me arrependerei de qualquer coisa boa que eu já tenha feito por você. Eu nunca me arrependerei dos nossos momentos juntos.
Eu posso nunca mais ter nenhum tipo de contato mundano com você, mas se tivermos, prometo ser respeitosa e paciente. Faço isso pelo nosso bem.
Espiritualmente te libertarei e assim serei livre também.
Com as águas do mar lavarei de minha garganta o seu nome e do meu espírito qualquer mau que meu ego queira te causar.
Faço isso por que te amo e pra sempre vou te amar.
Faço isso por que eu sou você e você sou eu. Somos um só e eu jamais serei capaz de te odiar.
Me liberto das saudades, mas ainda te saúdo, por que agora, somos Deuses de nós mesmos.

"Sinto muito. Me perdoa. Te agradeço. Eu te amo."

sábado, 22 de fevereiro de 2014

De quando a gente deita pra dormir

Os ventos do leste do esquecimento
Já tão adormecidos em suas memórias
E oblivitudes
Despertaram e num sopro resolveram voltar
Um sopro, um ronco, um espreguicamento, e veio rodopiando para cá em formato de furacão
Meio torto pra lá meio torto pra cá girando e gritando sem encontrar o seu lugar, meio aqui e meio lá como que querendo também voltar pra onde vinha de acordar . Os ventos nervosos antes adormecidos e talvez tão nervosos assim só por que alguém os acordou tocaram as folhas da árvore que se repousava e estas plainAram suavemente pelo ar ignorando toda a força do vento das memórias como se não fora ele que as havia despertado, mas reconhecendo que elas se desprenderam sozinhas assim como quem abre os olhos naturalmente com o despertar do dia
Palavras. Conjuntos de letras, de sons. Fazem mais sentido quando acompanhadas de outras delas que viram frases: mais letras, mais sons. No papel são desenho, na voz, música. Na mente, abstratas ou decodificadas, sentimento, reflexão. Algumas talvez vazias que quase buscam apenas substituir o silêncio. Como se esse fosse vazio... São  desenhos, sons, combinações invisíveis ou decodificadas que podem causar nojo, medo, encanto, ou paixão, ou qualquer tipo de sentimento, ideia ou reação tanto quanto ou mais que qualquer coisa mais concreta que posso ver ou tocar. E quem disse que o que vejo e toco é menos ilusório do que aquilo que acredito dizer ou escutar? Já faz algum tempo que aprecio o silêncio, mas as palavras também tem o seu lugar.