quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Isabel e Gabriella e Iaci e Maria e Amanda

Isabel e Gabriella e Iaci e Maria e Amanda queriam se encontrar. Queriam encontrar a elas mesmas, e acabaram achando umas à outras. Não que elas fossem iguais, eram até bem diferentes... mas se recusavam a ser iguais à todos os outros.
 Isabel e Gabriella e Iaci e Maria e Amanda  se acharam em meio à multidão e agora, juntas, continuam procurando por elas mesmas.

Rascunhando a vida

"Larga disso, menina! A vida já tá cheia de problemas e você aí, com a cabeça em arte! Vai fazer alguma coisa que presta!"

E Malu continuava desenhando nas margens do caderno de matemática...

Engolindo-me


Mal sabia eu, que por menorzinha que eu fosse, dentro de mim já era grande o suficiente para eu me perder.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sol de inverno

Manuela andava pelas ruas mais ou menos vazias da cidade num sábado à tarde. Um sábado de primavera que guardava um restinho de frio do outono e que adiantava um pouquinho do sol de verão. A combinação perfeita. Existe coisa mais gostosa que se esquentar no sol quando os termômetros estão baixinhos? 
Manuela ia pra pracinha que não era muito longe de sua casa, mas que por algum motivo ela não costumava frequentar. Talvez fosse um programa tão singelo que fugia da percepção de Manu quando ela se deixava consumir pela rotina. Mas agora ela ia pra pracinha por que queria algo diferente. Nada radical, mas que de tão simples, chegava a ser ousado. Pessoas diferentes, crianças brincando, uma grama para deitar e ler um livro... uma pracinha que pra ela, acabou sendo um oásis em meio ao caos e a agitação da cidade e, dela mesma. Manuela resolveu ir pra pracinha e acabou achando o seu próprio sol de inverno, algo que aquecia a sua alma em meio à rotina fria e insensível.

Muito amor!

Que coisa boa é o amor! Amor de família, de amigos, de namorados. Amor por um gesto, por um sorriso, ou por alguém inteiro. Amor pela paquera, ou pelo sonho.
Esse clima de amor que tá no ar! A menina fria que nunca soube amar revelando sorrisos confirmando a amiga que a diz que ela está apaixonada. A outra, que já sofreu distribuindo seu amor para corações frios e agora resolveu distribuir seu amor para a vida e a vida acabou trazendo-lhe amor por ela mesma e um outro com "gosto de fruta mordida" de brinde. 
O casal que há muito tempo se gostava, mas ainda se dividiam entre outras paixões, e agora entenderam que se bastam um ao outro e resolveram assumir o alto -e delicioso!- risco do amor. A menina que acabou de forma desastrosa um amor infeliz e andava se ocupando com pequenos amores que ocupassem o seu coração, e que até a conclusão desse texto acabou ficando com um outro amor que na verdade, ela sempre admirou.
E eu, que outro dia aprendi com a minha avó os três tipos de amor na filosofia (Ágape, Filos, Eros), vi mesmo é que pra se ter amor, basta amar.

Essa noite...

Essa noite eu encontrei Mário Quintana...
Eu estava meio sonolenta, não conseguia me expressar direito, perdia meu raciocínio... mas de alguma forma ele se interessava em nossa conversa. Mesmo que eu não falasse muito, ter alguém para ouvir suas singelas genialidades parecia lhe agradar. Eu sabia que ele era meio solitário...
Nos encontramos em um lugar como a Savassi, e de repente estávamos na casa dele, em meio a pilhas de livros empoeirados e papéis soltos. Bem, apesar de ele morar em um hotel, aquilo me parecia um escritório.
Eu não me sentia muito confortável sozinha na casa de um senhor "estranho", mas ele dizia coisas tão interessantes e de uma ternura que eu ignorava o estranhamento e simplesmente não podia ir embora.
Eu conheci Mário Quintana...

"Sonhar é acordar-se pra dentro" Mário Quintana

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Somos todos Cegos, Surdos, Mudos

E se, por um dia, eu fizesse greve de silêncio, ofenderia os mudos?
E se por um momento eu tampasse meus ouvidos e fechasse meus olhos, os surdos e cegos me levariam a mal?
Mas sei que se o mudo, por um dia tivesse a chance de falar, emitiria mensagens de amor. O aleijado, podendo ter suas mãos, só as estenderiam para o bem. Os surdos, podendo ter seus sentidos de volta, realmente escutariam o que as pessoas têm a dizer, e os cegos, enxergariam as pessoas como são.